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O que é hipnose?

Miriam Pontes de Farias

O estado hipnótico é alcançado sempre que concentramos a atenção em qualquer estímulo externo ou interno, podendo ser o som, uma imagem, uma sensação, o ritmo da respiração, um aroma, um sabor, um objeto, etc. Focalizar a atenção nesses elementos, dispersa os estímulos periféricos, o que propicia o transe hipnótico. O transe hipnótico pode ocorrer quando lemos uma revista ou jornal, assistimos a um programa de TV, a uma sessão de cinema ou a uma peça teatral. Também quando prestamos atenção a uma entrevista, a uma palestra, a uma aula ou até mesmo quando lemos um artigo sobre hipnose. Se observarmos bem, entramos em estado de hipnose em várias situações corriqueiras muitas vezes ao dia. É importante ressaltar que no estado de hipnose utilizado na psicoterapia, o paciente não perde a consciência. Trata-se de uma técnica na qual o paciente fica mais relaxado e receptivo à voz do hipnólogo, é um estado intermediário entre o sono e a vigília. Na hipnose clínica, a palavra é o instrumento de trabalho do terapeuta, sendo considerada o mais importante estímulo, através da qual, conseguimos diminuir a frequência das ondas cerebrais do paciente, possibilitando-o entrar em um estado que chamamos de alfa, onde o organismo aumenta a produção de dopamina e serotonina, substâncias que causam sensação de relaxamento, bem estar e prazer. Nesse estado, há um aumento da atenção concentrada, o paciente fica mais receptivo às induções e intervenções do hipnólogo.

Quando a pessoa está hipnotizada ela não perde a sua capacidade de raciocinar. Pelo contrário. Ela consegue resolver problemas complexos, fazer improvisos, e ainda manter uma capacidade crítica sobre o que lhe está sendo sugerido. A prática da hipnose atua no sistema nervoso parassimpático, regulando e equilibrando o ritmo natural da pessoa, levando o paciente ao estado de bem-estar e tranquilidade.

Principais Indicações da hipnose: O tratamento com hipnose não oferece riscos para a saúde, desde que seja realizado por profissional qualificado, e que tenha conhecimento da área psicológica e neurológica.

A hipnose é indicada no tratamento das ansiedades, da depressão, fobias, síndrome do pânico, estresse pós-traumático, tíques, timidez, obesidade, tabagismo, dificuldade de aprendizado, transtornos sexuais, transtornos alimentares, transtornos do sono, entre outros. Além disso, recomenda-se o emprego da hipnose, para tratar: baixa autoestima, compulsões, estresse, tartamudez (gagueira), doenças psicossomáticas e dores de uma forma geral, sobretudo,

enxaquecas. Também pode auxiliar pessoas sadias, que desejam mudar sua maneira de agir, para melhorar seus desempenhos sociais, profissionais ou de relacionamentos. É muito eficaz no auxílio a candidatos submetidos a provas e concursos.

Contraindicações ao uso da hipnose:

A técnica só não é indicada para pacientes com núcleo psicótico, ou história familiar de doença mental, principalmente os quadros de esquizofrenia e também nos casos de doenças neurológicas graves. Somente um profissional que tenha amplo conhecimento de psicopatologia é capaz de fazer o diagnóstico diferencial.

Regulamentação da aplicação da hipnose:

A hipnose é na verdade uma terapia feita sob medida, focal e rápida se comparada às psicoterapias convencionais e que conta com o respaldo dos conselhos Federais de Medicina, Psicologia, Odontologia e Fisioterapia. Apesar de ser uma prática milenar, apenas em 20/08/99, através do Parecer nº 42/99 do CFM (Conselho Federal de Medicina), a hipnose foi aprovada como prática médica. Resolução CFP (Conselho Federal de Psicologia), Nº 013/00 – de 20 de dezembro de 2000. Aprova e regulamenta o uso da hipnose como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo.

Resolução CFO (Conselho Federal de Odontologia), através do parecer 82/2008 – de 19 de setembro de 2008. Reconhece e regulamenta o uso da hipnose pelo cirurgião-dentista das práticas integrativas e complementares à saúde bucal.

Resolução COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), Nº 380/2010 – de 3 de novembro de 2010. Regulamenta o uso da hipnose pelo fisioterapeuta das práticas integrativas e complementares de saúde.

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